Um rastro de esperança

Escrevendo sobre assuntos de interesse geral.

18/11/08

Punindo os inocentes.

   A Polícia Federal vem desempenhando um excelente trabalho em todo o país ao desvendar escândalos enormes, principalmente, entre os políticos.

   Foram afastadas pessoas listadas em crimes de corrupção, de mortes não solucionadas, de sequestros, de tráfico de drogas, enfim, em todos os tipos de desrespeito às leis.

   Para surpresa de toda a população foram indiciadoas figuras ilustres que se julgavam inatingíveis. Respiramos felizes vendo o desmoronamento político e pessoal dos reis da corrupção em nosso Estado.

   O castigo foi tão bom que os suplentes com menos de 1.000 votos assumiram como Deputados Estaduais no lugar dos loucos engalanados com fantasia de imperadores do Legislativo.

   Pensamos, então, no fim do processo de compra de votos e de assassinato de pessoas que se opunham aos donos do Poder. Doce Ilusão!

   De repente, os ofendidos resolveram punir a Polícia Federal e acabar com a festa. Bastou a Justiça se sentir fiscalizada e a guerra começou. Vamos tirar a Polícia Federal dos nossos calcanhares, pensaram eles, e o susto será menor.   

   No Legislativo alagoano de onde já foram afastados Deputados envolvidos em crimes diversos, tudo continua ¨como antes no quartel de Abrantes¨. O 1º Secretário, Jota Cavalcanti e o Deputado Marcelo Vitor punem os servidores, cortando-lhes o salário de forma ilegal: duplicam o desconto do Imposto de renda, não aplicam no 13º salário o aumento de 102.95 % ganhos na Justiça. E nada acontece! 

   Aliás, o Marcelo Victor é o ¨cidadão honrado¨que enganou a CEAL, agrediu o ¨bandido¨ servidor-eletricista que foi cortar a sua luz, mantinha em casa um arma não registrada, mas continua solto. O Jota Cavalcante é o pastor evangélico que deixou de pagar seis salários aos funcionários do SOPROBEM. E também está solto. O Presidente da ALE, Fernando Toledo, se reúne com a categoria e só sabe afirmar: ¨Se eu pudesse, faria o certo!¨ Deveria fazer companhia aos seus colegas citados, atrás das grades!.

   No Judiciário, o Desembargador Deputado Washingtom Luiz continua  em suas decisões punindo os servidores da Assembléia que acompanharam seu desempenho quando membro do Legislativo. Aqueles sabem do nepotismo usado por ele na época. Sabem também de suas ligações políticas no interior do Estado para eleger seus parentes mais próximos. E a Justiça fecha os olhos para suas atitudes.

   Tudo isso a Pólícia Federal deve estar acompanhando e sabendo, mas, com certeza, começa a ter certo temor em prender os criminosos..

   Só no Brasil acontece semelhante absurdo: punir os homens que fiscalizam a lei.

      

criado por alariromariz    9:04 — Arquivado em: Sem categoria

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